Entrevista: Jared Leto participa do Creative Lives de Chase Jarvis

O fotógrafo Chase Jarvis elaborou o Creative Lives que é uma compilação de entrevistas com pessoas de diversas profissões que estão envolvidas com criatividade. Essa compilação tem o título de ’30 Days of Genius’. Chase entrevistou 30 profissionais e publica cada entrevista todos os dias.

Jared foi um dos convidados do fotógrafo que publicou o video hoje em seu canal do YouTube. O video é muito longo, por tanto não conseguimos traduzi-lo mas iremos fazer um resumo do assunto que foi discutido na entrevista.

Resumo: O Assunto principal da discussão, claro, foi a criatividade e as inúmeras profissões que o Jared executa além de cantar a atuar. Como já sabemos, Jared também é empresário, diretor, artista plástico e, nas horas vagas, investidor. Jared inicia o video com um “Você quase disse ‘Melhor Atriz Coadjuvante'” quando Chase se referiu a ele como ganhador do Oscar (2014) pelo papel de Clube de Compras Dallas, e inicia falando sobre as gravadoras e toca no assunto do que passou quando a banda 30 Seconds To Mars foi processada pela antiga EMI (Agora Virgin Records). Mais para o meio do video vocês também podem notar que ele explicou como o documentário Artifact foi feito, as inspirações e tudo mais. Falando em Artifact, ele falou um pouco sobre dirigir e editar o documentário, que ele aprendeu muito mais do que já sabia em como fazer um filme ao executar essa tarefa. “Fazer um documentário de longa metragem é muito, muito difícil, é uma das coisas mais difíceis de fazer.” disse Leto. E mais um pouco pra frente, Jared acrescenta que as gravações de Artifact foram de forma amadora, ou seja, não foi planejado, eles apenas filmavam a trajetória da banda pela estrada, cada um dos membros e equipe filmavam um pouco, com uma câmera simples daquelas de mão. Quando tomaram conhecimento do processo, editaram as gravações. Ele aproveitou para dizer que era um pesadelo ao editar esses videos, porque levava horas em uma única cena.

Ao decorrer do video, o Chase fala para o Jared que o ouviu falar muitas vezes sobre ser independente em muitas coisas e não pedir permissão à ninguém para fazer o que quiser, seja na vida profissional ou não. “Uma das grandes coisas que a tecnologia nos deu é a habilidade de não pedir permissão ao porteiro para ser um espírito livre” diz Leto, completando “ser capaz de escrever uma música na garagem e divulgar no mesmo dia para ter um feedback e depois se derramar em lágrimas porque odiaram…” Chase ri e acrescenta “Por causa dos comentários do YouTube…”. Jared também disse que a melhor parte agora é você falar o que tem na sua mente e compartilhá-la com o mundo sem ter que pedir essa permissão.

Jared também falou um pouco do início de sua trajetória, quando entrou para a escola de Artes almejando ser pintor, teve grande oportunidade de tentar muitas coisas a fora. Também disse que esse período foi muito importante para ele porque começou a aprender a expressar sobre si mesmo em diferentes maneiras. Ele ama esculturas, ama a arte, realmente ama fotografias, inclusive ele menciona que passa horas no quarto escuro de revelações de fotografias. A luz vermelha da um toque romântico e que no momento que você tira a fotografia e observa que há alguma coisa no negativo, que ao revelar a imagem, você percebe que há um erro, ou uma imagem movimentada/borrada, ou tirada em um momento fora do foco, pode ter algo artístico naquilo e então percebe que criou algo espontâneo, e é isso que faz o momento ser mágico para ele. “Sou um grande pregador de que você não tem que pedir permissão para ser fotógrafo, um editor, um entrevistador… Todos nós temos a habilidade e o direito de um sucesso glorioso ou falhas gloriosas”.

Chase pergunta para o Jared qual a prioridade dele, se é atuar ou cantar ou outra coisa… “Eu acho que primeiro é a arte visual” diz Jared, “arte visual, performance artística (Marina Abramovic, por exemplo), música. Diferentes coisas feitas por diferentes pessoas em diferentes caminhos. Acho que criar um caminho é o primeiro passo” Jared explicou também porque executa tantas coisas ao mesmo tempo “…Você tem que encontrar alguém que você confia que seja seu parceiro, seu agente, seu empresário, seja o que for. Ou você mesmo tem que ser essas pessoas para si mesmo. Quando você aprende uma vez, você adquire uma boa vantagem.”

Chase começa a falar do papel do Jared em Clube de Compras Dallas, a Rayon. “Ela é uma mulher. Em minha mente foi uma atuação muito, muito poderosa.” Chase acrescenta. Então ele pergunta para o Jared como foi a preparação para isso. Jared diz que assim que recebeu o papel ele começou a ser uma espécie de escritor, detetive, um psiquiatra amador… E começou a investigar essa vida (Jared recebeu ajuda de uma advogada transsexual para desenvolver a Rayon) e que isso meio que o lembrou sobre o que aprendeu de esculpir, inclusive ele disse que a Rayon não é uma personagem que realmente existiu, como os ouros personagens do filme, já que Clube de Compras Dallas é baseado em uma história real. Ele teve total liberdade de criá-la do jeito e da forma que quis, ele mergulhou profundamente para seus personagens, foi assim com a Rayon, com o Coringa e todos esses que nós sabemos.

Agora, falando um pouco sobre o método de desenvolvimento de seus personagens, Jared começa esse método fazendo perguntas, ele disse que começa na primeira base, naquela bem baixa onde não obtém nenhuma resposta inicialmente (em Prefontaine, por exemplo, ele treinou corrida com um amigo de escola do Steve Prefontaine para saber da vida do personagem, com a Rayon, ele procurou soro-positivos e transsexuais para o desenvolvimento dela, com o Coringa procurou psiquiatras criminais e conversou com psicopatas para construí-lo de forma genuína). “Acho que para construir um personagem, para mim… eu gosto de me aprofundar o quanto for possível nessa ‘nova vida’, mergulhar fundo o quanto for possível. Porque acho que mergulhar fundo, tudo acaba sendo compensador, verdadeiro.” Jared fala.

Pra finalizar, o Chase toca em um assunto que vemos o Jared falar muitas vezes em palestras e demais eventos sobre tecnologia, as falhas que cometemos durante nossa busca a criatividade. Jared não mediu esforços para falar que falhou muitas vezes, foi vencido de diversas formas, inclusive na música “Eu apenas venci na vida porque eu falhei muitas vezes. Isso é fato. Escrevi milhões de músicas para escolher somente 10 delas que valha a pena colocá-las em um álbum. Tive 5 horas de gravação do Artifact para obter apenas 9 minutos que puderam ser assistidas.” Diz Jared, acrescentando que o fracasso, muitas vezes, é algo que nos leva ao sucesso e o sucesso é algo que muitas vezes nos leva a fracassar, Jared vê o fracasso como uma oportunidade. “Falhe bastante porque o fracasso se torna a mais linda recompensa.” Quando Chase falou do Esquadrão Suicida, Jared aproveitou e disse que falhou muitas vezes durante as filmagens mas adquiriu muitas chances, e uma coisa que ele promete a si mesmo é ser bravo.

Veja o video completo sem tradução em PT.

Fonte: Chase Jarvis Channel

Tradução e sinopse: Jared Leto Brasil

ATENÇÃO: A CÓPIA TOTAL OU PARCIAL DESTE ARTIGO É TERMINANTEMENTE PROIBIDA.

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Publicado por Bianca em 14/maio/2016

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