Entrevista: Jared fala sobre sua carreira para a Vanity Fair

Jared foi um dos convidados da Vanity Fair para dissecar sobre sua carreira ao longo dos anos em uma linha do tempo. O quadro se chama “Break Down your career”. Confira abaixo a nossa tradução em pt-br:

“Antes de qualquer coisa, eu estava estudando para ser um artista. Meu plano original seria largar a escola, a escola de artes, e me tornar um ator, então se tornaria mais fácil de conseguir um emprego como diretor.”, disse Jared no início do vídeo sobre a tomada de decisão sobre sua carreira no começo de tudo. “Funcionou de uma maneira diferente do planejado, mas funcionou de qualquer forma.”.

Ele continua, “aquele foi realmente o começo para mim. E eu sempre amei diretores que tivessem visões realmente únicas, por assim dizer. David Fincher, Darren Aronofsky, Oliver Stone, Ridley Scott, vários diretores incríveis que eu tive oportunidade de trabalhar junto com eles.”.

Prefontaine

Steve Prefontaine, acredito que tenha sido o segundo filme que eu fiz. E tinham dois diretores que fizeram um filme chamado “Hoop Dreams”, que ganhou um Oscar. E eu, novamente, me apaixonei por aquela oportunidade. Foi algo físico, emocional, foi algo que… É um personagem lendário. Eu ainda encontro alguns corredores até hoje que vem me dizer o quão apaixonados eles são pela história do Steve, e pelo filme. E eu estava realmente muito interessado em mergulhar profundamente em algo. E eu sempre tive interesse nisso. Eu gosto da qualidade imersiva, pois eu aprendo muito com isso. Eu aprecio muito o trabalho e os desafios dele. E eu considero isso muito recompensado.

Requiem for a Dream

Foi uma experiência marcante na minha vida como artista, e como pessoa também, e trabalhar com o Darren e o elenco foi algo incrível e me mudou. E eu tive uma abordagem muito imersiva naquele projeto. E eu fiz o que eu achei que tivesse que ser feito, porque eu tinha uma oportunidade na minha frente, e eu estava disposto a fazer o que tivesse que ser feito, e não decepcionar o Darren, não decepcionar os outros atores, não decepcionar o Hubert Selby. Pegar esse material e ajudar a trazer a vida da melhor maneira possível. E algumas das coisas foi viver nas ruas do East Village e passar bastante tempo com pessoas que estavam nas mesmas circunstâncias. E as pessoas foram realmente muito receptivas e se abriram realmente para mim sobre seus momentos privados naquela época. E nós estivemos numa jornada juntos nessa história sobre vícios. Então eu apenas me rodeei e imergi naquele universo, e foi incrivelmente informativo. As vezes quando eu penso sobre isso, eu tenho essa sensação de gratidão. E eu fui muito sortudo de ter sido parte daquele filme e muito grato.

Dallas Buyers Club

Eu não tinha feito nenhum filme há no mínimo 5 ou 6 anos. E as coisas estavam indo melhor do que nunca com o 30 Seconds To Mars, e nós tínhamos acabado de tocar em arenas pelo mundo todo, estávamos vendendo ingressos mais do que nunca, nós tínhamos finalmente tido uma música que tinha sido um grande sucesso, e tudo o que nós havíamos lutado por mais de uma década estava finalmente acontecendo, então eu realmente não estava com pressa para fazer outro filme, e honestamente eu estava me sentindo não-oficialmente aposentado. Eu não estava procurando fazer outro filme, sabe. E em certo ponto eles acreditam em você e apenas param de ligar. E então, eu li esse roteiro, chamado “Clube de Compras Dallas” e o resto é história.

Eu realmente não procuro ou tenho uma espécie de código pessoal que me faça querer atuar apenas em papéis imersivos ou transformadores, isso apenas acontece. É apenas intuitivo. É uma resposta visceral para o personagem num papel. E é uma ideia criativa, e eu realmente gosto desse tipo de processo. E eu não imagino que estivesse sentado aqui hoje conversando com você e respondendo a esse tipo de perguntas, sabe, sobre ser uma pessoa reconhecida por papeis transformadores.

House of Gucci

Quando me mandaram o roteiro de Casa Gucci, foi originalmente para outro papel. E quando eu comecei a ler, eu realmente me conectei com o Paolo. Ele é um artista. Então nós tínhamos um pouco em comum. Ele é um artista frustrado, e eu com certeza já me senti assim na minha vida. Ele não é realmente ouvido ou visto, pelas pessoas próximas a ele. E ele apenas quer dividir sua visão criativa com o mundo, e ele nunca realmente consegue ter essa oportunidade. E isso é algo realmente muito difícil para um artista, porque a única coisa que ele quer é criar algo e dividir isso com o mundo, e ele não tem a chance para isso. Ele é um cara mal compreendido. E eu acho que se os outros personagens não levam esse personagem a sério, tudo bem, sabe? Eu acho que isso te dá algo para lutar. E esse conflito é o nascimento de um drama, e o drama é interessante de assistir. E Paolo tem um pouco de tudo. E eu descobri que ele tem um grande coração de ouro e é muito divertido, é quieto e engraçado. Eu me apaixonei por suas loucuras, seu amor por pombos, seu gosto para moda, ele é um pouco elegante, ele adora rir e dançar, cantar e criar. E sabe, ele consegue tirar grande proveito da vida, e aproveita cada segundo disso. Se eu nunca fizer outro filme de novo, eu estaria completamente, não acho que satisfeito seja a palavra correta, mas eu realmente estaria muito grato. Trabalhar com o Ridley Scott, ter Al Pacino sendo meu pai e meu parceiro, foi algo tão satisfatório, que eu nem sei dizer. Talvez tenha até outra aposentadoria vindo por aí. Veremos.

Como eles vão sentir falta de você, se você nunca se for realmente, certo?

Publicado por Bianca em 14/dez/2021

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