Entrevista: Jared passa por mudanças físicas e emocionais para seu personagem em ‘The Little Things’

Entrevista concedida em 24 de janeiro ao Metro West Media.

“The Little Things” é um thriller sobre dois policiais tentando resolver uma série de assassinatos, e como obsessões pessoais com os casos os impedem de fazer seu trabalho. Esses dois policiais – interpretados por Denzel Washington e Rami Malek – prendem cada pedacinho da atenção de cada espectador com performances profundamente interiores. Então, uma hora depois, um terceiro personagem principal entra no filme, tira os holofotes deles.

O provável assassino da história se chama Albert Sparma. Interpretado por Jared Leto, ele é um misterioso solitário com longos cabelos oleosos, uma estrela morta em seus olhos, suavidade quase cantante em sua voz e uma maneira diferente de se portar – quando ele anda, ele nunca está com pressa, ele dá passos largos e vagarosos, e seus braços estão sempre balançando.

Leto começou na música – ele é fundador, vocalista e guitarrista do Thirty Seconds to Mars – mas descobriu que atuar era uma vocação adicional e não teve problemas em chamar a atenção de quem o assistia na tela. Ele foi solidário como vítima em “American Psycho”, arrepiante como O Coringa em “Suicide Squad”, ele ganhou peso para interpretar Mark David Chapman no “Capítulo 27” e foi ao caminho oposto quando perdeu peso para viver um viciado em “Requiem for a Dream” e uma mulher transgênero em “Dallas Buyers Club”, pelo qual ganhou um Oscar de ator coadjuvante.

Agora ele está roubando a cena em “The Little Things”. Leto, 49, falou sobre como fez isso durante um chat recente no Zoom.

P: Albert Sparma é um personagem aterrorizante, mas há um humor sutil em sua atuação. Como você o trouxe à vida?

R: Obrigado por apontar a parte humorística disso. Quando penso em Albert Sparma, penso nele como uma espécie de encantador. Acho que não estava recebendo o que quer que pudesse parecer assustador ou aterrorizante. Mas eu nunca realmente senti isso. Ele é um personagem que tinha muitos, muitos nuances, empilhadas umas sobre as outras, e [o diretor] John Lee Hancock foi meu guia durante o processo.

P: Você viu assassinos em outros filmes para copiá-los?

R: Não pensei em outras atuações. Não pesquisei especificamente sobre assassinos, porque há muita ambiguidade [sobre Albert]. Fiz muitas observações, assisti documentários e fiz minha cota de leitura, já que Albert era fã do crime. Mas realmente passei mais tempo pensando nele como pessoa. Eu estava curioso sobre ele, por que ele não se encaixava, por que ele não conseguia se conectar com as pessoas. É onde você faz perguntas e obtém mais perguntas e, às vezes, encontra algumas respostas. Esse é o jogo.

P: Também há a fisicalidade pura dele. Quando ele aparece pela primeira vez no filme, ele não é exatamente reconhecível como você.

R: Nós fizemos bastante com ele. Ele tem olhos da cor diferente [dos meus], ​​nariz diferente, dentes diferentes e, claro, a caminhada e a conversa. Houve um momento em que estávamos procurando a pior peruca de toda Hollywood. Havia duas perucas. Em um deles eu parecia a Annie, do musical. [A outra] pensei que talvez ele estivesse perdendo o cabelo, e ele escolheu uma peruca que achou bonita.

P: Você mencionou a caminhada de Albert, e certamente é individual. De onde veio isso?

R: Denzel e Rami foram uma grande inspiração para mim. Quando eles trabalhavam, foi da cabeça aos pés. Quando você assiste Denzel em seus filmes, todo o seu corpo está vivo. Esse é sempre o Santo Graal. Veja o que Rami fez em “Bohemian Rhapsody”. Me lembro de quando o vi pela primeira vez depois de ver o filme, e disse a ele: “Esqueça a atuação! O que você fez no palco merece os prêmios por si só.”. Como um cara que subiu em palcos ao redor do mundo, sei que não é fácil. Então, para mim, sendo um ator físico, estou interessado nisso. Eu estava falando sobre a caminhada com Denzel, e disse a ele que peguei de Kim Jong-un. Ele foi a primeira inspiração. Eu estava interessado em deixar claro que Sparma se sente muito poderoso quando atravessa uma sala. Então é nisso que eu entrei.”.

P: Alguma ideia que você gostaria de compartilhar sobre sua vida durante a pandemia?

R: É notável o que pode brilhar em um período de adversidade, um período de desafio, como este. Eu acho que quando você para de correr naquela esteira [da vida], e você não está perseguindo ou consumido com seu trabalho, você tem tempo para se concentrar. Bem no início da pandemia, parti para um retiro silencioso e não tínhamos telefones ou meios de contato lá. Quando saí, havia apenas 150 casos [de COVID] nos EUA, na época. E quando eu saí, aconteceu a quarentena, um estado de emergência. Então essa foi a minha introdução. Mas eu tinha essa nova habilidade. Eu tinha saído para meditar e sentar comigo mesmo, e acho que tive a sorte de ter essa oportunidade. Portanto, tenho muita gratidão.

“The Little Things” estreia em cinemas brasileiros dia 11 de março e na HBO Max em 29 de janeiro.

A TRADUÇÃO PARA O PORTUGUÊS DESTA ENTREVISTA É PROPRIEDADE DA EQUIPE JARED LETO BRASIL, SE REPOSTAR, POR FAVOR NOS DEÊM OS CRÉDITOS, É UM TRABALHO QUE DEMANDA TEMPO E DISPOSIÇÃO E GOSTARÍAMOS QUE RESPEITASSE, OBRIGADO.

Fonte: MWM

Publicado por Bianca em 31/jan/2021

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