Jared Leto conversa com Neil Strauss no Clubhuse – Parte I

Ontem aconteceu uma espécie de podcast no aplicativo da Apple chamado Clubhouse o qual o blogueiro e jornalista Neil Strauss entrevistou o Jared para falar sobre The Little Things e outras coisas sobre a atuação e carreira de Jared.

Aqui fizemos um resumo da primeira parte da conversa que aconteceu entre eles, o qual você confere abaixo traduzido em pt-br. Breve disponibilizaremos as partes restantes.

A TRADUÇÃO PARA O PORTUGUÊS DESTA ENTREVISTA É PROPRIEDADE DA EQUIPE JARED LETO BRASIL, SE REPOSTAR, POR FAVOR NOS DEÊM OS CRÉDITOS, É UM TRABALHO QUE DEMANDA TEMPO E DISPOSIÇÃO E GOSTARÍAMOS QUE RESPEITASSE, OBRIGADO.

Neil inicia com “Jared foi indicado como ator coadjuvante no golden globes, acredito que acontecerá amanhã. Me conta o que te chamou atenção no papel de sparma?”

Jared: “Primeiro quero agradecer a oportunidade de estar aqui no Clubhouse com todos vocês. Depois vamos responder algumas perguntas de vocês também. Enfim, eu diria que foi o desafio de fazer algo novo, mergulhar em um novo território. Desafiar a mim mesmo como ator. Sparma é um cara que tem um senso de humor sarcástico e ácido, vive nas partes sombrias da cidade, é esquisito, tenta se encaixar na sociedade e eu meio que me apaixonei por ele. Inicialmente eu disse não ao roteiro, mas como eu conhecia o Lee Hancock, acabou me convencendo.”.

Neil então pergunta “Em Lonely Hearts você fez um tipo diferente de psicopata, em Chapter 27 também, assim como o Coringa. Me diga o que fez esse papel ser diferente dos outros.”, Jared completa “Eu acho que parece o Silence Of The Lambs, Mindhunter. Performances que mostram o quão longe você pode ir. Performances muito incríveis. Não sei, apenas achei que essa seria uma oportunidade para fazer algo diferente. Isso acontece muito, quando você trabalha, ou lê, não quer ler o mesmo livro duas vezes, você quer seguir caminhos diferentes, quer desafiar a si mesmo, quer compartilhar coisas novas com o público. E é exatamente isso o que estou tentando fazer como artista, tanto com a música quanto com a atuação. Tento empurrar a mim mesmo para experimentar algo novo. Lembro que no início desse filme, eu prometi a mim mesmo em ser o mais corajoso possível e isso é o que tento fazer.”

Neil então pergunta ao Jared o que ele define como “ser corajoso e definir um momento em que ele se sentiu assim.” ele completa “É algo muito interessante as pessoas ouvir isso de um artista.”

Jared: “As pessoas ficam em choque quando digo que escalo montanhas. Sabe, coragem é algo ótimo. Toda vez que você consegue um novo papel ou projeto, você precisa tomar riscos, falhar, eu falho mais do que qualquer pessoa que eu conheço, erros é meio que uma grande parte do processo para mim. Certamente eu falhei bastante nesse filme. Uma vez ou outra acontecem coisas que te surpreendem e que funcionam, é um lugar divertido de estar quando você abraça todas essas coisas. Isso foi incrivelmente transformador, quando acontece uma transformação foi selvagem.”

Neil: “Sobre todo esse negócio de preparação, a primeira pergunta que surgiu é: Quanto tempo você levou para se preparar para esse papel?”

Jared: “Eu tive apenas algumas semanas. Quero dizer, duas semanas e meia ou algo assim. Eu usei algumas próteses, nos dentes, usei lentes castanhas. Mergulhamos fundo nisso, havia uma equipe de maquiagem ótima lá, nos divertimos muito, na veradade. Fazer filmes envolve muita pressão porque você tenta fazer muita coisa em curto tempo. Isso pode ser muito estressante, certamente existem algumas coisas mais difíceis no mundo, mas especificamente existe algum tipo de pressão em filmes, eu diria. Uma espécie de ansiedade decorrente da performance.” Neil pergunta ao Jared mais sobre essa ansiedade. “É interessante ouvir isso de alguém que atua a vida inteira. Mas o que quer dizer com ansiedade de performance especificamente?”

Jared: “Ansiedade de performance envolve ser um bosta. Acho que quando a falha, as vezes meio que não vai funcionar, e também atuar é algo misterioso e estranho, não é como ‘certo, vamos montar uma mesa’, atuar é como uma caminhada lúcida, não é particularmente simples ou uma coisa que funciona para todo mundo. Todo mundo meio que acha um caminho único para seguir onde precisam ir. Isso pode ser uma produção de ansiedade, principalmente no começo. Lembro de ouvir Michael Douglas dizer uma vez que ele levou 20 anos para se sentir confortável em um set. Algumas pessoas de certa forma nasceram para isso, mas eu certamente não. E algumas vezes ainda tenho certa dificuldade em me sentir confortável, principalmente quando você trabalha com Denzel Washington, quem é um dos grande atores de todos os tempos.”

Jared continua, “Para mim o medo vem das minhas próprias inseguranças e dúvidas, quanto mais preparado estou, menos eu tenho. Medo é um grande motivador, faz você executar coisas estúpidas mas também é algo maravilhoso para te empurrar para coisas que nunca fez antes e isso nem sempre é algo ruim. Não é sempre que é divertido seguir por esse caminho, mas não é ruim. Esse filme em particular trabalhei com Denzel e Rami Malik, e todos nós sabíamos que seria intenso mas tivemos muito apoio no set. Lembro da primeira vez que vi Denzel caminhar pelo set, ele entrou com tanta confiança e poder, foi algo único. Mas estar nesse set não foi tão assustador assim, eu diria que foi mais um nervosismo motivador. Era como estar no topo de uma montanha-russa. Foi incrível.”

Continua…

Thanks for Mr. Clubhouse on Youtube.

Publicado por Bianca em 28/fev/2021

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